Vilas / Crestuma

Vila de Crestuma

O passado da Vila de Crestuma leva-nos a viajar largos séculos no tempo, já que os vários vestígios arqueológicos encontrados remontam ao período da Idade Média. A sua localização geográfica na zona ribeirinha do Douro e numa elevação de terreno assinalável, definiu Crestuma como um local com excelentes condições de defesa natural. A dispersão dos terrenos e construções em socalcos, tornam as paisagens Crestumenses como um dos pontos de referência turísticos por quem visita a zona ou viaja pelo Douro. Durante o século XX a industria têxtil e a fundição impulsionaram Crestuma em várias áreas. Na atualidade, embora com menor fulgor, ainda se mantêm vestígios do setor industrial. O Parque Botânico do Castelo, é outro dos pontos obrigatórios para quem visita Crestuma, quer a nível paisagístico, tal como do ponte de vista arqueológico.

Área: 4,93 km²
População total: 2 621 (Censos 2011)
Densidade populacional: 531,6/km2
Descrição do Brasão: Escudo de ouro, com duas faixas ondadas de azul no contra-chefe. No centro um dobadouro de vermelho, em chefe, à dextra uma fortaleza de negro iluminada de vermelho e à sinistra o escudo de Portugal antigo. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro: "CRESTUMA".




Síntese Histórica

A Vila de Crestuma encontra-se no extremo oriental do concelho, e é também, uma das vilas mais a sul de Vila Nova de Gaia. A arqueologia descoberta confirma que o seu povoamento é anterior à fundação da Nacionalidade. Na “Quinta das Galantes”, foram encontrados vestígios de superfície do período romano. No sítio de Gandra, encontram-se restos de uma antiga calçada de datação desconhecida, podendo pertencer ao período Romano, mas também à Idade Média. O chamado Castelo de Crestuma (área correspondente, na atualidade, ao Parque Botânico do Castelo) presume-se também ser datado do período anterior à fundação do nosso país. Situado numa zona com boas condições de defesa natural, revelou a presença de cerâmicas típicas da Idade Média. Já em termos toponímicos, Crestuma deriva de Castrum, povoação elevada, embora radique também em Uíma, nome do rio que nasce em Santa Maria da Feira e que vai fenecer nesta Vila.
O primeiro documento escrito conhecido, relativo a Crestuma, data do ano de 922. Um documento no qual se menciona uma ermida com o seu cemitério, também no mosteiro e na vila. Terá sido em Crestuma que se recolheu o Bispo de Coimbra, D. Gomado, depois de ter renunciado ao cargo. Nesse ano de 922, Ordonho II, rei de Leão, esteve com o antigo bispo, vindo a Portugal propositadamente para esse encontro. Já no século XI, Crestuma foi transformada em Couto e doada, por D. Teresa, a D. Hugo, Bispo do Porto. D. Afonso Henriques confirmou a doação ao bispado do Porto, numa altura em que exercia o cargo D. Pedro Rabaldis. Crestuma foi também concelho durante pouco mais de um ano, entre 12 de Maio de 1834 e 19 de Outubro de 1835, sendo José Francisco de Oliveira o seu único Presidente da Câmara.
Crestuma chegou a ser uma das freguesias mais desenvolvidas do concelho ao longo do século XX, sobretudo graças à indústria têxtil e à fundição. Na zona da Fontinha, permanecem ainda hoje edifícios que, no passado, fizeram parte da sua zona têxtil. Entre os anos 70 e os anos 80, foi construída, em Crestuma e na vizinha Vila de Lever, uma Barragem para o aproveitamento hidroelétrico do rio Douro. Liderado pela Companhia Portuguesa de Produção de Eletricidade, o projeto viria a ser executado pela Construtora do Tâmega. Iniciada em 1976, a Barragem foi inaugurada em 1985. Em 19 de Abril de 2001, fruto do desenvolvimento alcançado, Crestuma foi elevada à categoria de Vila. Já desde de 29 de Setembro de 2014, a Vila de Crestuma faz parte da União das Freguesias Sandim, Olival, Lever e Crestuma.