Vilas / Sandim

Vila de Sandim

Vila desde 2001, Sandim teve outrora a moagem de cerais como atividade dominante, graças sobretudo ao Rio Uíma, afluente do Douro, que serpenteia o vasto território Sandinense. Na atualidade, a indústria e a construção civil são os sectores dominantes. Com uma dinâmica social e cultural assinalável, várias são as coletividades que impulsionam Sandim em diferentes áreas desde o teatro ao desporto. Recentemente, junto à Igreja Matriz datada de 1700, nasceu o seu Centro Cívico que oferece aos visitantes largos espaços verdes para os mais variados momentos de lazer. Segundo os Censos 2011, vivem em Sandim nos dias de hoje perto de seis mil habitantes.

Área: 15,97km²
População total: 5 938 (Censos 2011)
Densidade populacional de 371,8/km².
Descrição do Brasão: Escudo de prata, um feixe de três espigas de milho de ouro, folhadas de verde e atadas de vermelho; em chefe, à dextra, uma mó de moinho de azul, posta em contra-banda e, à sinistra, uma roda dentada de vermelho, posta em banda; em ponta, três burelas ondadas de azul e prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: "SANDIM - VILA NOVA de GAIA".




Síntese Histórica

Sandim é a vila mais a sul do concelho de Vila Nova de Gaia. Encontra-se já no limite com o vizinho município de Santa Maria da Feira (distrito de Aveiro). Na sua origem, foi uma villa alti-medieval como várias outras suas vizinhas, como é o caso de Villa Meã, Villa Gendi, Villa Cova, entre outras. Por razões que se desconhecem, foi precisamente na Villa de Sandim que se formou a paróquia, ou seja, a sede da paróquia que posteriormente terá alargado a sua jurisdição e a dominância do seu nome às villas limítrofes.
A Vila de Sandim é atravessada pelo Rio Uíma, afluente do Douro, que em tempos deu origem a uma árdua atividade da moagem de cereais, essencialmente milho. Hoje, ainda restam cinco moinhos (Gassamar, Chão de Moinho, Santa Marinha, Retorta e Arroteias), de rodízio, em funcionamento. O retrato Sandinense é o de uma vasta freguesia, onde o campo acaba por se impor. No século XIX, após a Revolução Liberal, em 1834, Sandim foi Concelho independente. O topónimo tem origem no germânico Sandini, Sendini, ou Sindini - nome próprio. Nas inquirições de D. Dinis, a então freguesia aparece como "Couto do Bispo do Porto" e, em 1527, como "Aldea do Couto de Vila Cova de Sandini". Esta designação conota-se com o Mosteiro de Vila Cova das Donas, dedicado a São Salvador. O convento estava subordinado ao de São Bento de Avé Maria, e terá sido mandado construir por D. Gundezindo, em cumprimento duma promessa feita aquando do nascimento de uma filha, que nasceu deficiente, julgando que o evento se devesse a castigo de Deus. Quando da extinção do convento, as últimas religiosas foram recolhidas no Convento de S. Bento de Avé-Maria, onde se localiza presentemente a estação do mesmo nome. Da primitiva construção ainda existe a capela-mor da igreja, relíquia preciosa onde se venera o S. Brás e a Senhora das Candeias, precisamente no lugar do Mosteiro.
A Igreja Matriz data de 1700. Terá existido, porém, uma outra anteriormente, da qual não restam vestígios, no sítio da Carvalhosa, um terreno de monte. A referida Igreja uma interessante fachada, e no interior e dependências anexas existem valiosas imagens dos séculos XVII e XVIII. Alguns dos 45 lugares da freguesia são muito antigos, como o dão a entender os seus nomes: Crasto, Gougeva, Sá, Mourilhe ou Mouril, Gende, entre outras. De referir ainda que se dispersam por Sandim várias casas abrasileiradas, construídas por habitantes de Sandim que fizeram fortuna no Brasil
Foi vila e sede de concelho até 1834. Era constituído apenas pela freguesia da sede e tinha, em 1801, 1 252 habitantes. Voltou a ter a categoria de vila a 20 de Julho de 2001. Era, territorialmente, a segunda maior freguesia de Vila Nova de Gaia já que a partir de 29 de Setembro de 2013, Sandim é parte integrante da União das Freguesias Sandim, Olival, Lever e Crestuma.